SAIU NA REVISTA ELETRÔNICA DE ITABORAÍ . WWW.POLOPETROQUIMICODEITABORAI.COM.BR
Nova Friburgo se prepara para Pré Sal e Comperj
A Petrobras fez palestra no município

Paulo Roberto e Guilherme Estrella,
diretor de Exploração e Produção da Petrobras
Quem poderia pensar o que a Serra Fluminense poderia ter com o Pré – Sal?
Mas se o Brasil não será o mesmo depois das descobertas do petróleo que se escondia nas profundezas do mar brasileiro, Nova Friburgo, um dos principais e senão o maior pólo metal-mecânico do Estado, certamente não estará imune de interferência também de mais essa onda de desenvolvimento. Por isso, também, o geólogo Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da Petrobras, esteve na cidade, na Faculdade Santa Dorotéia, onde falou sobre a nova fonte de óleo e o trabalho da estatal, para retirar petróleo em tamanha profundidade.
Estrella lembrou que o Pré Sal nos coloca entre os grandes produtores mundiais e pelas estimativas teremos melhor colocação que a Venezuela, a maior reserva da America Latina, e que passaremos ao grupo exportador de petróleo. “Em todos os poços que já perfuramos – e não foram poucos – encontramos óleo leve e de excelente qualidade” ressaltou o geólogo, petista que adotou Nova Friburgo e onde sempre se faz presente.
O pólo metal-mecânico friburguense poderá vir se beneficiar do Pré Sal na medida em que a Petrobras tem se repetido que o setor de máquinas e equipamentos terá de investir de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões nos próximos quatro anos para acompanhar o desenvolvimento da exploração desse petróleo. Recentemente, do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, após ouvir o Presidente da Estatal, José Sérgio Gabrielli, disse que sua leitura tinha sido de que a a indústria precisará se preparar para uma nova onda de investimentos.
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, tem defendido uma política governamental de incentivo à indústria nacional. “Os outros países dão forte apoio à sua indústria na atividade petrolífera. É preciso adotar programas especiais para reduzir a diferença de custos entre a indústria brasileira e as empresas estrangeiras, de forma a maximizar a participação da indústria nacional nos investimentos da exploração do pré-sal”, declarou recentemente o presidente da Petrobras.
O pólo friburguense tem grande tradição, abrigando importantes empresas desde a Década de 30 do Século passado, sendo atualmente responsável por cerca de 40% do PIB do município. Nele se produz autopeças e ferragens para construção civil. Formado predominantemente por micro, pequenas e médias empresas, é responsável por 25% da produção nacional de ferragens. Seus principais produtos são fechaduras e cadeados, produzindo cerca de 18 milhões de peças por ano, mas a força do Pré Sal e as necessidades do comperj certamente fará a inclusão do pólo nas novas oportunidades do Petróleo e Gás.
O Prefeito Heródoto Bento de Mello tem perseguido uma aproximação com o Comperj e segundo o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Nova Friburgo (Sindmetal), a indústria metal-mecânica local emprega em torno de 2,5 mil trabalhadores e tem uma produção anual na ordem de US$ 12 milhões.
O setor de máquinas e equipamentos terá de investir de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões nos próximos quatro anos para acompanhar o desenvolvimento da exploração de petróleo no pré-sal, que consumirá R$ 120 bilhões nos próximos quatro anos. A avaliação foi feita na quarta-feira à noite, em São Paulo, pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli em reunião com empresários do setor, segundo relato do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. "O recado foi que a indústria precisará se preparar para uma nova onda de investimentos", disse Aubert Neto.
O convite para a fala do diretor da Petrobras partiu do Vereador Cláudio Damião, que há um ano desenvolve ações para aproximar Nova Friburgo do setor de petróleo e gás. Para o vereador, Nova Friburgo e região têm vantagens como a tradição industrial, a proximidade com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, um pólo educacional e tecnológico em expansão e acesso rodoviário facilitado à Bacia de Campos.
“Por isso, o município pode fornecer à Petrobrás materiais e equipamentos para projetos da companhia, mão-de-obra formada na cidade, materiais e serviços à Bacia de Campos e pode ser sede de instalações secundárias do Comperj – como unidades de treinamentos, pesquisas e empresas atraídas pelo pólo “ acredita o vereador.
Guilherme Estrela ainda visitou a unidade da UERJ no município e a ENQUIP, empresa da cidade que já é fornecedora da Petrobras. |